2026
Teatro Académico de Gil Vicente Miragens do Nada - um olhar sobre a poesia de Camilo Pessanha
Voltar ao Topo Disponível para itinerância

Partindo de uma leitura dialogante da poesia de Camilo Pessanha e da sua circunstância à luz da nossa contemporaneidade, este recital performativo apresenta-nos um Pessanha permanentemente em viagem. Não a viagem física, real, entre Portugal e Macau, lugar de exílio, mesmo que exílio em parte voluntário, mas a viagem em busca da sua identidade e do sentido da vida – “Que eu, desde a partida, não sei onde vou. Pessanha perdido de si mesmo, desintegrado – “Miragens do nada/Dizei-me quem sou …”
Pessanha que revive um Portugal da sua infância que já só é memória – “Imagens que passais pela retina/dos meus olhos, porque não vos fixais?”. Pessanha que, embora seduzido pela língua cantonense, pela literatura e arte chinesa é sempre um estrangeiro. No fundo, Pessanha estrangeiro em terra sua e em terra alheia. (cf Carlos Ascenso André, Contradições do sentimento de ausência em Camilo Pessanha). Pessanha sofrido. As dores do exílio, do desamor, da solidão, do olvido, da ausência pulsam nos seus versos ritmados como música e é por isso que a sua poesia “deve ser ouvida, muito mais do que ser lida”. E na sua musicalidade, neste nosso recital, corpos em movimento acompanharão os acordes da palavra.

Ficha Técnica

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    Coordenação, seleção de poemas e guião: Ana Paula Santos
    Interpretação: Ana Filipa Paz, António Gamboa, Francisco Paz, José Castela, Maria Manuel Almeida e Susana Faria.
    Movimento: Noeli Kikuchi
    Apoio à prosódia musical: Jonatas Manzolli
    Desenho de luz: Nuno Patinho
    Efeitos sonoros: Amílcar Cardoso
    Design de média: Guilherme Almeida
    Design gráfico: Beatriz Portugal.

    O recital performativo «Miragens do Nada – um olhar sobre a poesia de Camilo Pessanha» é a terceira produção da Bonifrates em 2026, depois de “Os cabeças redondas e os cabeças bicudas ou Os ricos dão-se bem com os ricos”, de Bertolt Brecht, encenação de João Paulo Janicas e “Nada é impossível de mudar – Poética da Revolta”, a partir da poesia de Bertolt Brecht, guião e encenação de Cristina Janicas.
    Em parceria com o Teatro Académico de Gil Vicente, este é o segundo recital do ciclo «De poemas se fingem poetas», em 2026.
    «Miragens do Nada» tem ainda a parceria da Biblioteca Municipal de Coimbra e Museu Nacional Machado de Castro.

Itinerância

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Ficha Técnica

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