Ficha técnica
texto de Molière

Encenação
João Paulo Janicas


interpretação

Esganarelo
Francisco Paz

Martinha

Alexandra Silva

Sr. Roberto

e
Thibaut José
Manuel Carvalho

Lucas
Alexandre Ventura

Valério
Vítor Carvalho

Géronte
Fernando Taborda

Jacqueline
Alexandra Mascarenhas

Leandro
Rui Damasceno

Lucinda
Alexandra Gaspar

Perrina
Carla Miguel



cenografia e cartaz
Atelier do Corvo

figurinos
Cristina Janicas

música original
Amílcar Cardoso

desenho de luz
Nuno Patinho

penteados
Carlos Gago

caracterização
Teresa Paula Lopes

fotografia
Rui Centeno

assistência de cena
Carla Miguel e Mariana Pinto

operação de som
Alexandre André

guarda-roupa
Ilintina Marques

serralharia
Valdemar Margalho

carpintaria
Carlos Figueiredo

apoio na dança

Paula Santos e Nuno Abrantes

Produção
Cooperativa Bonifrates
Grupo subsidiado por
Câmara Mun. de Coimbra

Apoios
INATEL
Ilídio Design
ÉDEN-Instituto de Beleza
A Escola da Noite
 
         
  

Uma peça que celebra e denuncia, como só o teatro o sabe fazer, a mentira. Depois de uma cena doméstica (entre a violência e o jogo de sedução) com a sua esposa, Martinha, Esganarelo é envolvido numa trama urdida por aquela para se vingar, fazendo-o passar por um médico famoso, capaz de curar a mudez da filha do senhor Géronte. Esganarelo não resiste ao apelo do dinheiro, como não resiste aos encantos da criada Jacqueline, o que não agrada nada ao seu marido, Lucas. Mas a filha do velho viúvo não está, de facto, doente; antes procura contrariar a ganância paterna e casar com quem realmente ama, um homem de expedientes duvidosos mas de futuro auspicioso… Todos enganam todos, todos escondem alguma coisa.

Molière, através do poder da farsa, retrata a farsa do poder. De vários poderes, o de curar, o da palavra, o da mentira… E é na figura do médico que tal retrato concentra o seu foco. Esganarelo joga o jogo dos poderosos, dos vaidosos, dos donos da palavra, do saber, da vida... No final, o castigo abate-se sobre a sua cabeça, mas com um novo simulacro, o da justiça… e o dinheiro vem mostrar a sua capacidade para harmonizar os interesses e juntar as vontades.

Em suma, a farsa Médico à Força mostra a verdade nua e crua da miséria humana...
“A saúde trata-se à paulada”
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