Ficha técnica

Texto
Sérgio Godinho

Encenação e Dramaturgia

Eurídice Rocha

Música

Paulo Jacob

Desenho de Luz
e luminotecnia
Nuno Patinho 

Assistência de Encenação
Cândida Ferreira

Coreografia
Bárbara Janicas
e Mariana Alves

Adereços do “Outro”
Helena Marques

Adereços

Andreia Pena
e Miguel Carvalho

Cenografia
Cristina Janicas
João Paulo Janicas

Figurinos

Alexandra Silva

Grafismo
Nuno Patinho

Produção Teatral
Cooperativa Bonifrates


Actores
André
André Pereira
e João Fragoso

Daniela

Mariana Eufrásio
e Mariana Silva

Barnabé
João Afonso Cardoso
e Artur Providência

Cristina
Bárbara Janicas
e Mariana Alves

Outro
João Portugal,
Maria Cardantas,
João Diogo Silva
e Mafalda Marques


Apoios
Câmara Municipal de Coimbra
Diário As Beiras
Diário de Coimbra
 
         
  

“Eu, tu, ele, nós, vós, eles” é uma peça da autoria de Sérgio Godinho, a quem foi atribuído o Prémio de Teatro Infantil pela Secretaria de Estado da Cultura, em 1982.

Num mundo virado do avesso, onde às crianças “é proibido” brincar e conviver, “Eu, tu, ele, nós, vós, eles” é uma história repleta de movimento, partilha, tolerância e amizade, na relação entre cinco personagens. O “corpo” está repleto de associações e histórias fantásticas. Através da descoberta das diversas partes do corpo do “outro”, as personagens vão buscar memórias aos afectos e devolvê-las ao grupo, que adere sempre ao jogo. O “outro” é o encontro e o desencontro que vai passando por qualquer um de nós na vida e nos deixa mais ricos. A música de Paulo Jacob é um veludo de sonoridade que desperta as nossas sensações, bem embrulhadinhas num manto de afectividade.

 
   
 


O processo

Quando começámos a trabalhar com estes jovens, o objectivo era promover um conjunto de exercícios de expressão dramática, que desenvolvesse dentro de cada um a arte de bem viver e de bem representar. Com este grupo de actores, as vivências, rapidamente, tornaram-se tão intensas que começámos a partilhar o “outro” que existe dentro de cada um de nós… fizemos, das nossas sessões de trabalho, a descoberta do “outro” que o Sérgio Godinho tão bem retrata na peça.

Consciencializámos que o eu se descobre com ele e com vós. É importante para nós, que tu estejas aqui a ver e sentir esta história com todos eles. Diverte-te!

  Agradecimentos

Ao meu filho Tiago Vaz que me plantou um sol no coração.

À Beatriz Janicas por ver a história com estrelas no olhar.

A todos aqueles, amigos e pais, que de alguma forma contribuíram para a construção deste trabalho de equipa.

Ao Sérgio Godinho que nos apoiou, sempre, com o seu saber fazer.

Eurídice Rocha
 
“Quando cheguei não conhecia ninguém. Sentei-me e parti à descoberta. No início tinha muito medo, a voz enfraquecia, não dava espaço à liberdade de criação, ganhava a timidez que nunca tinha tido.

Laços enrodilhados, partilhas simples com cada um, que no fim se transformam (e ainda se estão a transformar) em gigantes bolas de neve, onde cabem histórias que durariam dias a contar. Trouxemos e partilhámos emoções, rimos, houve até alturas em que rimos até nos doer mesmo, chorámos, criámos!

Gostava de poder ter o prazer de me sentar numa cadeira e jogar do outro lado…ser a plateia e ver o produto final.

Quando cá cheguei não conhecia ninguém, agora todos os dias está comigo um bocadinho destas treze pessoas. Eu sou delas e elas minhas, porque, todos nós somos de quem gostar muito de nós. Vamos a ele!

Xinduá”      
                                                                                                       
Mariana Alves





“Eu, tu, ele, nós, vós, eles” não é nada mais, nada menos que um conjunto de partilhas, um mel feito por nós, abelhas que têm, não como objectivo que o seu mel seja bonito e saboroso mas, muito pelo contrário, têm como objectivo que o seu mel seja chocante (talvez um pouco azedo), tão chocante que vos marque, e vos obrigue a pensar no que está mal.

Na verdade este “texto” não passa de um apelo à vossa partilha. Partilhem mais, partilhem tanto como nós partilhámos durante um ano. Partilhem sentimentos, arrebentem gargantas, expludam com vós próprios, metam o coração na boca e sobretudo, escangalhem-se a rir como se amanhã fosse “o dia do jogo do sério”!

O segredo do mel não está, nem no tamanho da abelha, nem no seu grau de qualificação! Está na forma como todas as abelhas o fazem. Em grupo…

Agora silêncio. Que se vai fazer mel.Abelhas Operárias da Bonifrates (Júnior, claro)

André Pereira