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Pelos
labirintos |
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A medida de todas as coisas.. |
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Ficha
técnica |
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[extracto
do texto] NOÉLIA – Lembras-te da semana inteira que passaste com a Viúva Negra? Foi um inferno. Nunca me tinha sentido tão só. (Pausa) Uma noite conheci um jovem. Tinha uma exposição num café do centro. Aproximou-se de mim. De mim. Estivemos a falar, enfim... já sabes como são estas coisas. Ó SCAR – (Incrédulo) Noélia, não inventes. NOÉLIA - Não estou a inventar. É um facto. Vi-o durante toda a semana. tratava-me como uma rainha. Olhava-me como um adolescente apaixonado pela professora. Com uma intensidade, com um carinho... Já me tinha esquecido de que essas coisas existiam. Ó SCAR (Interrompendo-a) – Foderam? NOÉLIA– Eu sentia-me transportada por aquela sensibilidade... Ó SCAR – (Interrompendo-a) Foderam ou não? NOÉLIA - ... pela sua compreensão e respeito. Ó SCAR – (Enérgico) Mas, fodeu-te? NOÉLIA – (Romântica) Como uma perfuradora petrolífera. Silêncio. Ó SCAR – (Perplexo) Enganaste-me! NOÉLIA– Fiz uma vez aquilo que tu me fazes diariamente. Ó SCAR – Não é o mesmo. A mim pagam-me! NOÉLIA– Pronto, não significou nada. |
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AUTORES Carles Alberola Nasceu em Alzira, em 1964. Dramaturgo, actor e director teatral, partilha com Toni Benavent a direcção artística de Alabena Teatre. Destacam-se entre as suas obras: O tu o res (1991) e Nit i dia (1993), escritas em colaboração com Ferran Torrent; Curriculum (1994) prémio das artes cénicas da Generalitat Valenciana para o melhor texto, escrita em colaboração com Pasqual Alapont; Estimada Anuchka (1995), Per qué moren els pares? (1996) prémio da Crítica do Institut Internivresitari de Filologia valenciana para o melhor texto; Mandíbula afilada (1997) prémio Cavall Verd da Associació d’Escriptors de Llengua Catalana e da crítica de Valência, para o melhor texto; Joan, el Cendrós (1998), L’any que ve (1998), Besos (1999), prémio Max para o melhor autor teatral em Catalão e prémio da Asociacio d’Escriptors Valencians para o melhor texto, 23 centímetros (2000) e Spot (2002), estas cinco últimas peças escritas em colaboração com Roberto García. Roberto García Nasceu em Valência em 1968. Dramaturgo e director teatral. Entre as suas obras destacam-se: Noticias del desorden (1993), escrita em colaboração com Alexandre Jornet; La cancha (1994), Les baves de Lee Marvin (1995), premio Angel Guimerá de teatre; Scout (1996), accésit prémio Nacional Marqés de Bradomín; Òxid (1997), Follow me (2000), Les tres porquets (2001) e Miss Ceuta (2001). Com Carles Alberola escreveu Joan, el Cendrós (1998), L’any que ve (1998), Besos (1999), prémio Max para o melhor autor teatral em Catalão e prémio da Asociacio d’Escriptors Valencians para o melhor texto, 23 centímetres (2000) e Spot (2002). |